A CÂMARA TÉCNICA ELABORA UM PLANO DE AÇÃO PARA AGENDAR REUNIÕES COM ÓRGÃOS PÚBLICOS E PEDIR MAIOR COMPROMETIMENTO NOS ASSUNTOS DE LICENCIAMENTO E A FISCALIZAÇÃO

Danielle Yura
03 de agosto de 2010

O coordenador da CT, Marcelo Luiz Manna, frisou, durante reunião realizada nesta terça, (8), na Cati de Mogi das Cruzes, que solicitará à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a participação de dois funcionários na Câmara para que haja esclarecimento de dúvidas referentes ao licenciamento. “Uma as ações previstas no Protocolo é agilizar os licenciamentos ambientais nas cidades do Subcomitê, daí a importância da participação da Cetesb”.

Os membros lembraram que a CT não tem o poder de executar ações. “A CT pode articular, mas não tem poder executivo, não pode, por exemplo, multar. Podemos levantar os problemas existentes, estabelecer parcerias e cobrar atribuições dos parceiros”, pontou Manna. “Vamos estudar o estatuto do Subcomitê e das câmaras técnicas para não fugirmos das nossas responsabilidades”, complementou.

Marcelo Manna e Solange Wuo, também integrante da CT, serão os responsáveis pelo agendamento das reuniões com os órgãos.

Foi levantada também a necessidade da participação na câmara de todos os representantes das prefeituras, para que tirem suas dúvidas e cumpram as metas de fiscalização e licenciamento, como prevê o Protocolo do Tietê.

CÂMARA TÉCNICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ENCERRA CURSO DE VOLUNTÁRIOS QUE APRESENTAM PROPOSTA DE PROJETOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A REGIÃO

Danielle Yura
18 de julho de 2010

O curso para “Formação de Voluntários pela Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras”, promovido pelo Subcomitê, foi encerrado neste domingo, 18 de julho, com atividades e a certificação dos participantes a beira da represa de Salesópolis. Após o ato público, (que pode ser acessado em http://www.tietecabeceiras.com.br/interna.asp?sp=materia_integra.asp&matID=1574) realizado no sábado de manhã, os voluntários seguiram para uma pousada em Salesópolis, onde tiveram as últimas aulas do curso. No domingo, os alunos, divididos em grupos, desenvolveram e apresentaram três projetos para promover o Protocolo do Tietê e o voluntariado.

Foram apresentadas propostas para levar o conteúdo do documento ao conhecimento da sociedade, desde os estudantes, por meio das escolas, até “as donas de casa, para que todos possam ter uma análise crítica sobre o Protocolo, diagnosticar os problemas da região e tenham o poder de cobrar as ações do poder público”, apontou o grupo de voluntários de Mogi das Cruzes.

A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Subcomitê, Nadja Soares, também presidente da ONG Bio-Bras, informou que a entidade buscará recursos para financiar os três projetos propostos “Não queremos que esse trabalho acabe aqui. Ele ainda precisa ter mais efeitos sobre o Protocolo”, afirmou.

Durante a certificação dos alunos, a idealizadora do projeto de formação, Maria Henriqueta Andrade, destacou a importância do trabalho dos voluntários, que deve prosseguir. “Muitos não acreditavam no trabalho de pessoas que não receberiam nenhuma remuneração em troca, mas ainda existem pessoas boas, dispostas a se doar pela preservação do meio ambiente e, conseqüentemente, pela preservação da nossa espécie na Terra”.

Curso

O curso para Formação de Voluntários pela Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras teve como objetivos: contribuir para a formação de sujeitos capazes de atuar como editores e realizar intervenções socioambientais nas bases comunitárias da bacia hidrográfica; promover a socialização reflexiva, crítica e criativa de elementos teóricos e práticos sobre temas socioambientais, que estimulem a construção de conhecimentos; contribuir para a busca da qualidade socioambiental por meio de processo educativo de integração e articulação dos diversos saberes e fazeres, estabelecendo uma rede de voluntários na bacia hidrográfica.

O curso foi dividido em seis etapas, realizadas entre os meses de março a julho deste ano, em diferentes locais como no Parque das Neblinas, em Mogi das Cruzes, reserva particular do Patrimônio Natural (RPPN) Alto Montana, Parque Nacional do Itatiaia, ambos em Itamonte, além da Represa de Salesópolis e pontos estratégicos da bacia hidrográfica Cabeceiras. As aulas abordaram temas como: Instrumentos da Gestão Ambiental Pública e Privada; Políticas Públicas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis nas Bacias Hidrográficas; Ampliando o olhar sobre as bacias hidrográficas e visitas técnicas a bacias.