CÂMARA TÉCNICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ENCERRA CURSO DE VOLUNTÁRIOS QUE APRESENTAM PROPOSTA DE PROJETOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A REGIÃO
Danielle Yura
18 de julho de 2010
O curso para “Formação de Voluntários pela Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras”, promovido pelo Subcomitê, foi encerrado neste domingo, 18 de julho, com atividades e a certificação dos participantes a beira da represa de Salesópolis. Após o ato público, (que pode ser acessado em http://www.tietecabeceiras.com.br/interna.asp?sp=materia_integra.asp&matID=1574) realizado no sábado de manhã, os voluntários seguiram para uma pousada em Salesópolis, onde tiveram as últimas aulas do curso. No domingo, os alunos, divididos em grupos, desenvolveram e apresentaram três projetos para promover o Protocolo do Tietê e o voluntariado.
Foram apresentadas propostas para levar o conteúdo do documento ao conhecimento da sociedade, desde os estudantes, por meio das escolas, até “as donas de casa, para que todos possam ter uma análise crítica sobre o Protocolo, diagnosticar os problemas da região e tenham o poder de cobrar as ações do poder público”, apontou o grupo de voluntários de Mogi das Cruzes.
A coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Subcomitê, Nadja Soares, também presidente da ONG Bio-Bras, informou que a entidade buscará recursos para financiar os três projetos propostos “Não queremos que esse trabalho acabe aqui. Ele ainda precisa ter mais efeitos sobre o Protocolo”, afirmou.
Durante a certificação dos alunos, a idealizadora do projeto de formação, Maria Henriqueta Andrade, destacou a importância do trabalho dos voluntários, que deve prosseguir. “Muitos não acreditavam no trabalho de pessoas que não receberiam nenhuma remuneração em troca, mas ainda existem pessoas boas, dispostas a se doar pela preservação do meio ambiente e, conseqüentemente, pela preservação da nossa espécie na Terra”.
Curso
O curso para Formação de Voluntários pela Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras teve como objetivos: contribuir para a formação de sujeitos capazes de atuar como editores e realizar intervenções socioambientais nas bases comunitárias da bacia hidrográfica; promover a socialização reflexiva, crítica e criativa de elementos teóricos e práticos sobre temas socioambientais, que estimulem a construção de conhecimentos; contribuir para a busca da qualidade socioambiental por meio de processo educativo de integração e articulação dos diversos saberes e fazeres, estabelecendo uma rede de voluntários na bacia hidrográfica.
O curso foi dividido em seis etapas, realizadas entre os meses de março a julho deste ano, em diferentes locais como no Parque das Neblinas, em Mogi das Cruzes, reserva particular do Patrimônio Natural (RPPN) Alto Montana, Parque Nacional do Itatiaia, ambos em Itamonte, além da Represa de Salesópolis e pontos estratégicos da bacia hidrográfica Cabeceiras. As aulas abordaram temas como: Instrumentos da Gestão Ambiental Pública e Privada; Políticas Públicas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis nas Bacias Hidrográficas; Ampliando o olhar sobre as bacias hidrográficas e visitas técnicas a bacias.







