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Foto: Wanderley Costa
Reportagem: Julio Nogueira
Secom Suzano
11 de março de 2010
O prefeito de Suzano e presidente do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê - Cabeceiras, Marcelo Candido, defendeu nesta quinta-feira (11/3), durante encontro dos legisladores da região para elaboração do Protocolo do Tietê, a aprovação do Plano Diretor Participativo de Suzano, que aguarda votação na Câmara desde agosto de 2007. O documento é essencial para o controle da ocupação e preservação do meio ambiente. "Sem o Plano Diretor, não tem conversa. De que adianta termos várias leis (ambientais) se não temos a principal?"
O evento, realizado no auditório da Barragem da Ponte Nova, em Salesópolis, teve como objetivo propiciar aos parlamentares da região a oportunidade de se manifestar sobre o papel das câmaras na recuperação da qualidade socioambiental da bacia, e também pedir o apoio deles na adesão ao Protocolo do Rio Tietê.
O presidente Câmara de Suzano, Israel Sampaio de Lacerda Filho, elogiou a iniciativa de elaborar o protocolo, proposto por Marcelo Candido na condição de presidente do subcomitê. "Nos faz pensar em como agir numa esfera bem ampla. O processo (de elaboração do documento) envolveu 1.500 pessoas, enquanto uma discussão nacional envolveu 900. O Legislativo pode auxiliar na proposição de leis e na criação de comissões para debater propostas e ideias que depois se tornem proposituras", disse Lacerda.
O Protocolo em Defesa da Recuperação da Qualidade Socioambiental do Rio Tietê será lançado no dia 22 deste mês, a partir das 9h, no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré, em Suzano. Na ocasião, data em que se comemora o Dia Mundial da Água, a população terá a oportunidade de conhecer o documento que propõe ações regionais para garantir que a água do rio chegue limpa a São Paulo.
Por meio do protocolo, poder público, empresas e sociedade civil se comprometem ainda em encontrar soluções também para outros temas socioambientais que envolvem o Tietê, como a habitação, a macrodrenagem, os resíduos sólidos e a utilização da água.
"Estamos numa região que cresceu de forma desordenada, com ocupação inadequada das áreas que deveriam ser preservadas para o período de cheias. E a natureza cobra o seu preço. Temos de enfrentar a realidade e dizer que assim não dá para continuar", enfatizou Candido.
A metodologia de elaboração do protocolo foi apresentada pela coordenadora-geral do processo e diretora de Saneamento e Gestão Ambiental da Prefeitura de Suzano, Maria Henriqueta Andrade Raymundo.
Ao final do encontro, o presidente do subcomitê destacou mais uma vez a necessidade e importância do envolvimento de toda a região para colocar em prática as propostas do protocolo. "O Meio Ambiente é propriedade coletiva, e um município paga pelo que o outro faz de errado. Se trabalharmos só por interesses locais, não vamos solucionar os problemas."
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